Entre Pergaminhos e Tesouros – V

Publicação: 28 de maio de 2011

Rio de Janeiro, 27 de dezembro de 1875.

– Vejam só, não é que seu Dom Diego chegou cedo.

– Helena você não acha que é cedo demais para começar a me importunar a essa hora da manhã.

– Na realidade não, mas se eu fosse você eu correria para fazer uma toalete rápida antes que ele chegue ao portão.

Odeio quando ela está certa em situações assim.

Lavo o rosto, passo as mãos molhadas pelos cabelos para tentar deixá-los mais comportados e vou correndo até o portão.

– Bom dia senhorita Oliveira, aqui está seu lenço.

– Obrigada. Bom dia senhor também, senhor Gwalch.

– Fiquei surpreso por vê-la colocando o lenço tão cedo, se lembro bem ele deveria estar aí somente à tarde.

– Na realidade eu não colocava o lenço retirava-os, minha irmã resolveu pregar-me uma peça e encheu minha janela com todos os lenços e guardanapos brancos que conseguiu encontrar.

– Entendo.

Há um silêncio estranho por alguns segundos, quem o quebra é Diego.

– Desculpe-me a intromissão, mas não seria mais adequado se tivesse mais alguns botões fechados em sua roupa.

– Oh céus. Com sua licença.

As rendas da combinação que usava sob o vestido estavam completamente expostas, durante a corrida dois botões abriram sem que eu notasse. Viro-me de costas para ele, e empenho-me em fechá-los o mais rápido possível. Mas quando torno a virar-me ele já não estava mais lá.

Observo atentamente os dois lados da rua, mas nem sinal dele. Então volto para casa. Helena vem descendo as escadas, vira o que aconteceu da minha sacada.

– Ora Carolina, minha cara e inexperiente irmã, você precisa aprender a ser mais sutil. Não é com decotes vantajosos que se conquista um cavalheiro como aquele.

– Ahn…

Abro a boca tão pasma que as palavras simplesmente não saem.

– Bem sabes que os botões abriram por acidente, que não pretendia me expor assim a um completo estranho que desaparece do nada.

– Seu completo estranho não desapareceu do nada, ele simplesmente percebeu que sendo você como é não conseguiria continuar a conversa, por isso acenou-me a partiu.

– Ele só quis ser gentil.

– Foi-se para que você não ficasse ainda mais constrangida.

– Helena, finalmente decidi, vou ajudá-lo.

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